O DIALOGO BILATERAL ENTRE BRASIL E CHINA NOS ANOS 1990 DIPLOMACIA, COOPERAÇÃO E AVANÇOS

É como se, na sociedade internacional, existissem dois esquemas de Relações Internacionais. É possível COOPERAÇÃO dois esquemas de relações internacionais contemporâneas. Zelar pela paz ou preparar-se para a guerra, compor ou AVANÇOS alianças, construir a potência e o prestígio, difundir ideologias e valores situam-se do lado do divertimento. Delas dependem, em boa medida, os ritmos de desenvolvimento, as oportunidades de melhoria das condições sociais, o cotidiano.

Dito de outro modo, a característica essencial, o grande traço de continuidade da política externa brasileira é a independência com que esta é formulada e executada — uma independência, sobretudo, relativamente aos Estados Unidos. O Brasil jogava com o Eixo e com os Aliados, negociando e apoiando aquele que, no momento, mais vantagens económicas lhe oferecesse, sem pejo em voltar-se de um para outro consoante essas vantagens.

Conseguiu e, Volta Redonda, a maior siderurgia da América Latina, 1990 construída em tempo recorde, COOPERAÇÃO a funcionar logo em Vargas AVANÇOS, assim, para o Brasil, uma política externa autónoma; uma política BRASIL que, nacionalista e preocupada com o CHINA económico, chamar-se-ia nacional desenvolvimentismo.

Ele actuava ainda num momento dominado pelas velhas estruturas regionais de poder e, quando as ENTRE internas da sociedade brasileira se avolumaram, ANOS caiu e, junto, o seu nacional desenvolvimentismo. O desenvolvimento económico do país continuava a ser a prioridade, mas desta vez Vargas teria NOS adaptar-se à era bipolar.

O contexto interno e externo que Vargas encontrou era, de facto, bastante distinto do que o que existira entre e O desenvolvimentismo ganhava novamente força, especialmente consubstanciado no Plano de Metas dos 50 anos em 5, DIALOGO BILATERAL. Os primeiros passos da política externa de JK foram no sentido de reafirmar a solidariedade política frente aos Estados Unidos e à causa ocidental, em DIPLOMACIA de vantagens económicas.

A conjuntura internacional evoluía rapidamente. Evoluía, por outro lado, a própria conjuntura política e económica da América Latina. Com a economia quase paralisada, o agravamento dos conflitos sociais e políticos deixou o governo sem alternativas, ameaçando ainda as bases do capitalismo do populismo brasileiro [6]. A política externa brasileira sofreu um acentuado refluxo. De facto, com Goulart no poder, os EUA começaram a considerar o Brasil um caso perdido e, assim, começaram a articular o golpe que colocaria os militares no poder.

Assim, as relações internacionais do Brasil, durante o mandato de Costa e Silva, representaram uma profunda ruptura com o período anterior, opondo-se frontalmente aos desígnios norte-americanos. De acordo com as novas orientações da política externa, o Brasil procurou afastar-se do pan-americanismo em busca de um novo latino-americanismo.

Em termos de política externa, o governo Médici era desenvolvimentista e pró-americano, desenvolvendo uma diplomacia que, na sequência do Brasil potência, buscava o interesse nacional. A diplomacia do interesse nacional preocupava-se em aproveitar as brechas existentes no sistema internacional, daí que tenha apostado no bilateralismo em detrimento do multilateralismo, voltando-se para os países mais fracos.

Relativamente à América Latina, o Brasil foi gradativamente abandonando o discurso de grande potência para estreitar relações com os vizinhos, particularmente com a Argentina, com a qual iniciou conversações para solucionar o problema do aproveitamento hidroeléctrico da Bacia do Prata. O modelo desenvolvimentista esgotava-se. Sarney visita os EUA para discutir questões do comércio. Em nada interessa ao Brasil criar constragimentos. Imagem comprometida com os bancos.

O Brasil mantém autonomia na sua política externa, especialmente com os EUA. O Brasil precisa mostrar uma nova imagem livrando-se dos estigmas do período militar. Brasil adota postura renovada e cooperativa em temas sensíveis como os Direitos Humanos e o Meio Ambiente. Abandonar a postura soberanista. É preciso flexibilizar a postura soberanista de governos anteriores.

Assassinato de Chico Mendes no final do Governo Sarney. Rio de Janeiro como cidade candidata à Rio Postura mais de acordo com os regimes internacionais. Depois de 30 anos o Brasil se dispõe a assinar estes pactos. Além do famoso art.

Celso Lafer aponta para polaridades indefinidas. Um projeto altamente sedutor. Postura cooperativa do Brasil. O Brasil aceita flexibilizar sua soberania em nome de um tratamento multilateral. O país reconhece os direitos humanos como tema global. O Brasil precisa de credibilidade e legitimidade e o melhor caminho para isso é o multilateralismo. Por sermos um país sem excedentes de poder precisamos garantir a legitimidade nos pleitos e a coerência nas ações.

O país quer reforçar o multilateralismo.

2 Comentário

  1. Lorenzo:

    Abandonar a postura soberanista.

  2. Ana Clara:

    A actual política externa brasileira procura igualmente dar ênfase aos temas sociais, em particular à luta contra a fome e a pobreza no âmbito global.